quarta-feira, 17 de maio de 2017

Vida, curta e Preciosa


A vida é demasiado curta e muito preciosa para dedicarmos às pessoas e às coisas que de nada nos valem. Porém, o facto de uma pessoa, uma coisa não ser importante na nossa vida, não significa que não têm importância e nem significa que somos melhores ou que fazemos melhores. Essas coisas acontecem, às vezes, simplesmente por uma questão de “incompatibilidade vivencial” (porque não gostamos disso ou porque elas fazem assim). Admitindo ou não, todos nós por vezes nos cruzamos com algumas pessoas de quem não gostamos e elas mesmas por vezes “nos obrigam” a enfrentar/ultrapassar muitas coisas das quais também não gostamos. Se for uma pessoa ou uma coisa “normal” o problema provavelmente é nosso. Sendo assim, porque desperdiçar o precioso tempo e dedicar as pessoas e as coisas sem importância para nós?

Paula Ribeiro

domingo, 16 de abril de 2017

Morabeza [Cabo Verde]


Qualidade de quem é amável, delicado, gentil. = AFABILIDADE, AMABILIDADE, GENTILEZA

 https://www.priberam.pt/dlpo/morabeza [consultado em 16-04-2017].

Morabeza i um palavra k ta defini um povo/país nandé k mudjer k kulpad pamode alguém panha si fotos íntimos poi na facebook. Si culpa i tão rije k oto alguém ta viola de privacidade, ta desrespeital i ta trai si confiança ma ela k kulpad pamode al ka tem direit i liberdad pal faze fot di si propr corpo.

Morabeza ta defini um povo/país nandé k mudjer i menores de 14 anos (Katorzinha), ou seja nandé k menores ta ser violado ku aprovasan di tud sociedade. Ku propr menores ta sta tud basofas pamod es i Katorzinha, i por isso ta concorré kem k ta marca mas posição.

Enfim keli k ta defini um país nandé k moda k ta pega i violência seja ela Kassubody, divulgasan di fotos íntimos, violasan de menores.

Da ta ku pensa!



Paula Ribeiro

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Vivi a plenitude



😁
Espero ter a oportunidade de pelo menos brincar com os meus netos, no entanto, se morresse hoje, morreria sem arrependimentos.
Vivi a minha vida. Fui e sou feliz. Sou amada e tive a sorte de nascer e viver rodeada de pessoas que me amam (alguns até incondicionalmente). Amei e sofri. Aprendi que por uma pessoa nos magoar não significa que não merecemos ser amados por uma outra. Errei muito, magoei as pessoas que quem gosto muito. Fui perdoada e esqueci muitas mágoas. Aprendi com muitos erros, o que não significa que nunca repeti um erro. Ainda sim, vivo para apreender sem errar. Vi o sol a nascer. Tomei o banho de chuva. Ri até chorar, sozinha, com a minha mãe e com as minhas irmãs. Chorei por coisas banais e suprimi algumas lágrimas mesmo quando achei que era impossível aguentar. Vivi sob o céu mais estrelado do mundo (ninguém me convence, mesmo com prova, de que existe um outro mais estrelado) e cantei para a lua. Chorei de tantas saudades na esperança de que vai passar e não passou. Sonhei e sonhei muito alto e mesmo tendo de desistir de alguns sonhos, ainda acredito e batalho por muitos. 
Quando disse vivi a minha vida, quis dizer, vivo os dias que tenho o prazer de viver na sua plenitude e sempre com sede de viver muito mais e já agora “com mais plenitude”.


Paula Ribeiro

quinta-feira, 30 de março de 2017

O Eu e o Desconhecido

O desconhecido na maioria das vezes assusta-nos. Somos capazes de fazer o mesmo caminho todos os dias sem sequer pensar ir para outra rua, só porque nunca fomos por aí. Se mudar de rua “custa”, “mudar de vida” é assustador. Existem vários “monstros” que muitas das vezes nem são reais. Dá um frio na barriga, um calafrio que muitas das vezes se esconde dos outros. O pior é que é preciso avançar para se certificar que realmente não existe nenhum monstro, mas sim só o nosso medo. Esses tipos de coisas não se ensinam e nem se aprende com os outros.
Já alguns anos deixei tudo que conhecia para viver no Porto. É claro que não foi fácil, no entanto no meu imaginário quando preciso “do meu recanto” lá estou eu, entre a Oliveira do Gaio, Palácio de Cristal e Ribeira. Alguém um dia me disse, que isto se deve ao facto de no Porto me ter encontrado comigo mesma. Sendo assim, quero reencontrar-me comigo mesma de vez em quando.

Paula Ribeiro


quarta-feira, 15 de março de 2017

Di meu


Dam ganda tchumau di meu. Dixam tchumau di meu so pam engana nha cabesa.
Djam sabe pomode bo i ka di meu. Djam sabe pamode bo i ka di ninguém.
També n´sabe pamode bu podé bai, bo i livre pou sai pou bai ma dixam enganau. Dixam enganau pamode junto ku mi ki bu lugar. Longe di mi sol ka ta brilhá. Si ka junto ku mi vida ka tem piada.

Si kre  bo i ka di meu. Djam sabé pamode bu podé, ma n´precisa descubri kal k segred pou fika junto ku mi, pa bu ka bai.


Paula Ribeiro

terça-feira, 14 de março de 2017

Só queria dizer…

Provavelmente já é muito tarde para te ligar…
Imagino que já estejas a dormir.
Se calhar já o tinha dito antes mas, ainda assim, preciso de te dizer mais uma vez neste momento…
Possivelmente poderia esperar pelo amanhecer, mas parece-me demasiado tarde. Aliás, quando não estás por perto, quando não te vejo, quando não te puder tocar, abraçar e sentir o teu cheiro, o tempo insiste em não querer passar e a saudade torna-se insuportável.
Enfim, só queria dizer...

Paula Ribeiro

domingo, 5 de março de 2017

E se elas não existirem?

O ser humano criou uma coisa chamada sociedade (que por acaso às vezes foge até um pouco à sua definição dos dicionários). Esta chamada sociedade faz-nos para além de precisar de uma mãe, precisar de médicos, padeiros, pedreiros, costureira e muitas outras pessoas para nos ajudar. Precisamos dos psicólogos para nos convencer que não somos “malucos”. Precisamos dos humoristas para nos ajudar a não enlouquecer. 
Precisamos ainda “das nossas pessoas” para nos aturar quando estamos em baixo, para ouvir os nossos desabafos. Precisamos “das nossas pessoas” para partilhar os nossos bons momentos, para rir connosco. Mas e se essas “nossas pessoas” não existirem?
Provavelmente seria uma miserável. Porque na maioria das vezes são “estas minhas pessoas” que me proporcionam bons momentos e motivo para rir, mas a verdade é que também são elas que me deram mais motivo para ficar em baixo e precisar desabafar. Quando não estiver satisfeito com um padeiro, vou a outro ou como uma bolacha. Pedreiro provavelmente encontraria outro. Mas quando “as nossas pessoas” nos “faltem” não é assim tão fácil procurar outras, se é que existe mais outra.


Paula Ribeiro