segunda-feira, 29 de junho de 2015

A Morte

Poucas pessoas têm a coragem para comentar com seriedade o tema “morte”.
Pelo que se sabe, ninguém que tenha vivenciado a morte de facto teve a oportunidade para depois contar a sua expriência. Dar trabalho ao coveiro não costuma ser intenção das pessoas.
Duas situações que, normalmente, fazem com que as pessoas “desejem” a morte, ou melhor, acreditam que estejam preparadas para a morte (excepto outros casos “excepcionais”) são o sofrimento insuportável e desesperado e a velhice.
No caso do sofrimento insuportável e desesperado a morte é vista como uma “solução”. No entanto, na maioria dos casos, só é digna se vier por si própria!
Depois de uma vida de etapas onde se pensa ter alcançado tudo e vivido bastante é posta como a última etapa a morte.
Mas, e se houvesse uma outra solução para quem já não tem esperança e ou uma outra opção para quem já não espera nada?
A ideia da morte e de morrer certamente agrada há muito poucos (excepto outros casos “excepcionais”). Quem se dedicar a pensar sobre isso e se for “realista” descobrirá sem supresa que a morte é um grande mistério e continuará a causar, no mínimo, muita angústia, pelo menos, aos ignorantes sobre a matéria que vivem na incerteza sem saber para onde foi e como estará quem a morte suponha já não ser um mistério.

Paula Ribeiro