segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Linhas de apoio e de orientação


Algumas pessoas, se calhar, não sabem bem o que é ter outros como as suas linhas de apoio e de orientação. Porém, acredito que todas as pessoas, ou pelos menos a maioria, chegam a procurar estas linhas. Felizmente, há pessoas que nem precisam procurá-las, pelo menos, não numa primeira etapa da vida. Isto é, muitos filhos ao nascerem já encontram estas linhas, que quando novos interpretem como um porto seguro, definidas e solidas. Deve ser por isso que as crianças costumam chorar sempre que vêem os pais a sair de perto delas. Será? O facto é que muitos filhos têm os pais como o seu porto seguro, não só pela questão de sustento, mas também pela questão, por exemplo, da estabilidade emocional. Depois de crescidos, os filhos procuram outros abrigos. O porto seguro, se calhar já não é suficiente, no entanto, precisam sempre de uma linha de apoio e orientação para chegarem a um novo porto seguro, e os pais que outra hora foram o porto seguro passam a ser linha de orientação e de apoio mesmo depois da chegada ao novo porto seguro.


Paula Ribeiro