terça-feira, 22 de novembro de 2016

Bo, “nha mundo”

N´thiga perto bo dam ganda flau um kusa ma n´ka sabia kuse kum ta flau, també parcem pamod nem sim sabia n´ka ta conseguiba ... n´nxinti língua pesad na boca.
Dan ganda tchora ma i sim perguntado kuse kum nsta tchora n´ka tinha resposta.
N´spiau.... apenas n´spiau tumod n´ka sta conseguiba oiaba mas nada.
N´brasau pam xintiu, pam discubri pmd i nha mundo.

Paula Ribeiro

domingo, 30 de outubro de 2016

Itália, 30 de Novembro de 2016


Querido Ricardo, 

Provavelmente nunca irás ler esta cartinha, mas ainda assim fiz questão de ta escrever. Escrevo-te porque acho importante dizer-te o quão importante és para mim.
Começo por te dizer que é um prazer ter-te na minha vida. Apesar de seres um “teimoso” é uma grande alegria ter a oportunidade de ouvir o teu ponto de vista, mesmo quando defendes algo em que nunca irei estar do teu lado. Oh Ricardo, tu não imaginas a paixão que transmites com a tua garra com que defendes o teu ponto de vista. Mas o que mais admiro em ti é o teu dom de me fazer rir. Gosto de ti duas vezes mais por isso.
Enfim, se pudesse fazer um pedido, pedir-te-ia que não saísses da minha vida. Que continuasses a encher a minha vida de alegria. Se pudesse dizer-te algo dir-te-ia apenas que é um orgulho para mim ter-te “conhecido” e partilhar o que partilhamos juntos. 
Beijinhos
Paula Ribeiro

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Causa oficial da morte: Mal de amor



Quando alguém se apaixona, supõe-se (idealiza-se) que seja para sempre, ainda que não exista nenhum plano maduro para sustentar “o para sempre” Porém, às vezes somos confrontados com uma outra realidade. Descobrimos que a probabilidade de ser para sempre é remota. Descobrimos que a pessoa por quem estamos apaixonados não está apaixonada ou deixou de estar apaixonada por nós. A paixão não correspondida é uma grande decepção, faz de nós miseráveis, abaixo de um cão, faz-nos até questionar sobre nós mesmos, mas e daí?
Oficialmente, parece que ninguém nunca terá morrido do mal de amor/paixão e para além disso ninguém nunca garantiu que o facto de estarmos apaixonados dá direito absoluto a ter um apaixonado.


Paula Ribeiro 

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Vamos falar dos nossos sentimentos


Sem querer desvalorizar o sentimento de quem o diga e o momento em que foi dito, “I love you” às vezes parece mais um slogan do que propriamente um sentimento. Por isso, não queria dizer apenas isso, queria dizer algo diferente, queria falar dos meus sentimentos.
Que eu gosto de ti, suponho que sabes ou, pelo menos, algures acreditas que sim, mas e se falássemos das coisas que não sabes. E se falássemos das coisas que até podem ser reciprocas, mas eu, nem tenho a certeza de como as explicar. Queria falar da alegria (será que é mesmo a alegria) que senti quando te vi pela primeira vez. Se falar do aperto no peito que senti quando partiste, da solidão que me consome quando sinto a tua falta, do medo de não te ver mais, e da vontade de estar sempre ao teu lado. E se tentar explicar a “contenteza” que sinto quando estás por perto. Honestamente, não sei definir o que sinto quando me abraças. Quando me dás a mão sinto-me nas nuvens, mas sentir nas nuvens não deve ser sentimento, parece mais coisa dos loucos.
Afinal, não sei falar dos sentimentos. Não consigo dizer nomes. Não sei definir o que realmente sinto. Também falo por códigos em relação a esta matéria, por isso, espero do fundo do meu coração que saibas que eu gosto muito de ti, “n´cretcheu”, “I love you”.


Paula Ribeiro

terça-feira, 5 de julho de 2016

Altruístas ou Interesseiros ?



Podemos até dizer que ajudamos os outros sem querer nada em troca. Será que é “uma troca” tão ingénua como se supõe? Analisando bem, até que ponto ajudamos os outros sem pensar no “bem” que fazemos a nós mesmos. Será que alguém já ajudou o outro sem pensar o que ganharia com isso?

Muitas das vezes ajudamos os outros em troca de sorrisos, mais sentido a nossa vida, para termos uma vida “melhor” (nesta vida ou no além) e por vezes, mesquinhamente, para nos sentirmos “mais poderosos”, ou seja, ajudamos os outros para nos sentirmos “bem”. Contanto que seja pelo “bem” de todos que continuemos então a fazer com que os outros dêem mais sentido à nossa, que nos possam proporcionar momentos de sorrisos, que nos façam sentir mais poderosos desde que em troca demos algo que lhes dá mais poder. Ao que parece seremos sempre compensados, nesta ou noutra vida… Por isso, façamos bem aos outros! 

Paula Ribeiro

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Levaria uma bala por você


Poucos sortudos têm ou tiveram a possibilidade de ouvir alguém a afirmar que levaria uma bala por eles. Existem aqueles que mesmo sem nunca terem ouvido, acreditam que existem pessoas capazes de levar uma bala por eles. Quando se tem a sorte de ter uma pessoa a afirmar que é capaz de dar a vida por nós, significa que lhe podemos confiar a vida. No entanto, parece melhor não pôr ninguém à prova quanto a esta matéria. Quando alguém aponta algo para os nossos olhos, o nosso primeiro instinto é sempre fechá-los, por isso, pode não dar tempo para pôr a cabeça à frente dos olhos de quem gostaríamos de proteger. 
É bom saber e acreditar que existem pessoas a quem podemos confiar a vida, convém é não ficar à espera que isso aconteça (até porque deve ser um fardo muito pesado para carregar). A vida não deve ter piada nenhuma se formos apenas espectadores da nossa própria vida, quando o nosso papel é sermos actor. Infelizmente ou ainda bem, não há ser humano auto-suficiente. Parece que vamos sempre precisar dos outros e de alguma coisa, mas ninguém melhor para pedir, para fazer, para falar ou para escolher por nós do que nós mesmos, enfim ninguém melhor para enfrentar a nossa bala!

Paula Ribeiro

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Os verdadeiros heróis


Em inúmeras sociedades se vendem às crianças os super-heróis que fazem coisas impossíveis , o que contribuí para alimentar o extraordinário imaginário infantil. Se calhar os superheróis dos contos infantis são mesmo necessários! Porém, uma vez crescidos acabam por descobrir que afinal os tais superheróis e os seus poderes não são reais. Por vezes, esta descoberta até é decepcionante, no entanto, é superado quando um dia se descobre que podemos estar rodeados de heróis verdadeiros, embora com os poderes limitados. Quando se consegue perceber que a rapariga que responde alegremente “estou bem”, depois de anos na lista de espera para receber um rim e de horas numa sala de cirurgia e o seu corpo caprichosamente acabar por rejeitar o tão desejado e esperado rim, é uma heroína. Uma heroína não pelo facto de sobreviver anos com problemas de rim, mas sim pelo o facto de não ter nenhuma infecção e pelo o facto de as coisas não se terem piorado(fisicamente e principalmente psicologicamente). Quando se cria a consciência de que os pais que trabalham de sol a sol para dar aos filhos o que não têm, desdobram-se para cuidar bem e ainda amam e dão carinho, estes sim….

Paula Ribeiro



segunda-feira, 23 de maio de 2016

Cobra-se




Cedo ou tarde aprendemos que na vida temos poucas (ou nenhumas) garantias. Aprendemos que existem coisas que não podemos exigir de ninguém.
Aprendemos que amamos porque sim, ainda que não sejamos amados porque não (ou por algum motivo). Por isso, apreendemos, cedo ou tarde, que não se cobra o outro por não nos amar. Somos amados ou não somos amados, e o máximo e o mínimo que se pode é fazer com que os outros nos amem. No entanto, mesmo que não se ame é necessário respeitar e se se amar só se ama porque se respeita. Por isso, exija respeito. Cobre respeito!


segunda-feira, 9 de maio de 2016

Um olhar vale mais do que mil palavras…

É preciso ser muito corajoso e estar muito confiante para se afirmar que se percebeu exactamente o que os olhos do outro querem dizer. Descodificar a mensagem dos olhos é quase um dom que, ao que parece, nem todos possuem. Mesmo que seja uma coisa que todos e qualquer podem fazer, nem sempre é possível, o tempo e o espaço não nos permite. Andamos sempre com mil coisas para fazer, a nossa atenção está sempre dividida, por isso, um olhar importante pode-nos escapar.
Achar também que os outros percebem o que dizemos, mesmo quando não usarmos palavras pode ser muita presunção. Mesmo que seja verdade, pode não ser necessariamente uma coisa positiva.
Ao que parece, para a maioria das pessoas “normais”, o método mais eficaz de se entender e de se fazer entender é usar a palavra. A melhor pessoa para explicar a nossa intenção é nos mesmos. Por mais que se tenha alguém que pode falar e explicar por nós, a priori deveríamos ser a pessoa melhor qualificada para o fazer. Possivelmente outra pessoa terá de falar por ela em primeiro lugar.
Por vezes, só usando a palavra é que é que possível fazer exactamente a pergunta que não se quer calar ou que é necessária. Só usando a palavra é que se pode dizer exactmente o que se quer. Ainda que não haja garantias de que sejamos compreendidos. 

Paula Ribeiro

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Contribui para a minha felicidade

Acabei de descobrir que se o meu mundo fosse composto apenas por certos tipos de pessoas seria a criatura mais infeliz na face da terra. Fazem parte deste grupo:
As pessoas que falam, por tudo e por nada, apenas por falar e aparecer;
Os que falam apenas quando o melhor é ficar calado e calam-se quando têm a melhor oportunidade para falar;
E também aquelas que não falam porque descobrem que é preciso pensar primeiro.
Dos três tipos referidos, a mim irrita-me mais o último, mas principalmente aquelas pessoas que quando lhes é pedido uma opinião respondem que não têm. E então!?Alguém acabou de oferecer uma oportunidade para pensar sobre o assunto, por isso, vá la! Faz um esforço! Se achar que o melhor é não falar sobre o assunto, então diga-o ou ignora. Normalmente, costumo ignorar quando me pedem opinião, por exemplo, sobre vida pessoal e particular, principalmente a minha. Ignoro simplesmente porque a priori sobre a minha vida pessoal acho que não seria dar opinião mas contar o que só eu sei. No entanto, para minha a felicidade basta quando achar que não tem conhecimento suficiente para pronunciar sobre a matéria e/ou que precisa de tempo para pensar melhor, dizer. Aliás, mesmo que não tenha opinião, minta para mim, por favor. Diga que prefere pensar melhor sobre assunto. Contribui para a minha felicidade!


Paula Ribeiro

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Sentiment Stranhe… Culpa i di bik!

Dificil di xplica prope…
Sentiment kum ta xinti so na um lugar na mundo.
Kusas ku pode parcem stranhe na kalker part di mundo ma la ta encaixa.
Ta stam pamode la nha corasan ta fica mas grande….
La pacatez tem sabor.
La simplicidade i special
Culpa i di  bik. Keli ta parcem unico justifisan.
Tem sentiment ku ta encaixa só nandé ku nha bik sta interrado.
La “pequenas coisas” ta prenchem.
Por iss, stam pamode culpa i di nha bik.

Paula Ribeiro


segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Por favor não é implorar… obrigado(a) não é rebaixar-se…pedir desculpas não é humilhar-se, demostrar os sentimentos não é fraqueza

Pedir por favor, dizer obrigada, pedir desculpas, fazer elogios com lógica e demonstrar às pessoas que amamos o quanto gostamos delas não deveriam ser “tabu”!
Pedir por favor é adicionar magia ao pedido.
Dizer obrigada(o) para quem nos fez um bem ou nos disse algo de bom é enaltecer esta pessoa por se dedicar a nós.
Pedir desculpas quando errarmos é reconhecer a importância que outros têm na nossa vida, é valorizar as lições que nos ensinam.
Fazer elogios, com lógica, é alegrar os outros. Por menos vaidoso que seja, ninguém fica indiferente a um elogio bem feito. Muitas das vezes, um fazer elogio é fazer um bem.
Por isso, deveríamos agradecer sempre às pessoas que nos fazem bem.
Se calhar não é preciso dizer ao mundo quem são as pessoas que amamos. No entanto, parece que saber que realmente somos amados nunca é demais.


Paula Ribeiro

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Si ka badu ka ta biradu ma…


Bira i sabe…
Tchiga i sabe…
Ma bira pa torna parti … Temp ka ta ser suficient pa aproveita td temp perdid.
Kada abrase, cad beiju é um tentativa di compesa algo perdid, um alegria pa oportunidade di vivé um grand moment e é um esforso pa guarda i leba pa hora ku sodad apert.
Hora di parti… kel nó na garganta!
Kel apert na pet!
Até kaundo?
Kant passa mal? Kant passa bem?
E kuse k regress ta guardam….

Paula Ribeiro