segunda-feira, 23 de maio de 2016

Cobra-se




Cedo ou tarde aprendemos que na vida temos poucas (ou nenhumas) garantias. Aprendemos que existem coisas que não podemos exigir de ninguém.
Aprendemos que amamos porque sim, ainda que não sejamos amados porque não (ou por algum motivo). Por isso, apreendemos, cedo ou tarde, que não se cobra o outro por não nos amar. Somos amados ou não somos amados, e o máximo e o mínimo que se pode é fazer com que os outros nos amem. No entanto, mesmo que não se ame é necessário respeitar e se se amar só se ama porque se respeita. Por isso, exija respeito. Cobre respeito!


segunda-feira, 9 de maio de 2016

Um olhar vale mais do que mil palavras…

É preciso ser muito corajoso e estar muito confiante para se afirmar que se percebeu exactamente o que os olhos do outro querem dizer. Descodificar a mensagem dos olhos é quase um dom que, ao que parece, nem todos possuem. Mesmo que seja uma coisa que todos e qualquer podem fazer, nem sempre é possível, o tempo e o espaço não nos permite. Andamos sempre com mil coisas para fazer, a nossa atenção está sempre dividida, por isso, um olhar importante pode-nos escapar.
Achar também que os outros percebem o que dizemos, mesmo quando não usarmos palavras pode ser muita presunção. Mesmo que seja verdade, pode não ser necessariamente uma coisa positiva.
Ao que parece, para a maioria das pessoas “normais”, o método mais eficaz de se entender e de se fazer entender é usar a palavra. A melhor pessoa para explicar a nossa intenção é nos mesmos. Por mais que se tenha alguém que pode falar e explicar por nós, a priori deveríamos ser a pessoa melhor qualificada para o fazer. Possivelmente outra pessoa terá de falar por ela em primeiro lugar.
Por vezes, só usando a palavra é que é que possível fazer exactamente a pergunta que não se quer calar ou que é necessária. Só usando a palavra é que se pode dizer exactmente o que se quer. Ainda que não haja garantias de que sejamos compreendidos. 

Paula Ribeiro