segunda-feira, 27 de junho de 2016

Levaria uma bala por você


Poucos sortudos têm ou tiveram a possibilidade de ouvir alguém a afirmar que levaria uma bala por eles. Existem aqueles que mesmo sem nunca terem ouvido, acreditam que existem pessoas capazes de levar uma bala por eles. Quando se tem a sorte de ter uma pessoa a afirmar que é capaz de dar a vida por nós, significa que lhe podemos confiar a vida. No entanto, parece melhor não pôr ninguém à prova quanto a esta matéria. Quando alguém aponta algo para os nossos olhos, o nosso primeiro instinto é sempre fechá-los, por isso, pode não dar tempo para pôr a cabeça à frente dos olhos de quem gostaríamos de proteger. 
É bom saber e acreditar que existem pessoas a quem podemos confiar a vida, convém é não ficar à espera que isso aconteça (até porque deve ser um fardo muito pesado para carregar). A vida não deve ter piada nenhuma se formos apenas espectadores da nossa própria vida, quando o nosso papel é sermos actor. Infelizmente ou ainda bem, não há ser humano auto-suficiente. Parece que vamos sempre precisar dos outros e de alguma coisa, mas ninguém melhor para pedir, para fazer, para falar ou para escolher por nós do que nós mesmos, enfim ninguém melhor para enfrentar a nossa bala!

Paula Ribeiro

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Os verdadeiros heróis


Em inúmeras sociedades se vendem às crianças os super-heróis que fazem coisas impossíveis , o que contribuí para alimentar o extraordinário imaginário infantil. Se calhar os superheróis dos contos infantis são mesmo necessários! Porém, uma vez crescidos acabam por descobrir que afinal os tais superheróis e os seus poderes não são reais. Por vezes, esta descoberta até é decepcionante, no entanto, é superado quando um dia se descobre que podemos estar rodeados de heróis verdadeiros, embora com os poderes limitados. Quando se consegue perceber que a rapariga que responde alegremente “estou bem”, depois de anos na lista de espera para receber um rim e de horas numa sala de cirurgia e o seu corpo caprichosamente acabar por rejeitar o tão desejado e esperado rim, é uma heroína. Uma heroína não pelo facto de sobreviver anos com problemas de rim, mas sim pelo o facto de não ter nenhuma infecção e pelo o facto de as coisas não se terem piorado(fisicamente e principalmente psicologicamente). Quando se cria a consciência de que os pais que trabalham de sol a sol para dar aos filhos o que não têm, desdobram-se para cuidar bem e ainda amam e dão carinho, estes sim….

Paula Ribeiro