quarta-feira, 12 de abril de 2017

Vivi a plenitude



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Espero ter a oportunidade de pelo menos brincar com os meus netos, no entanto, se morresse hoje, morreria sem arrependimentos.
Vivi a minha vida. Fui e sou feliz. Sou amada e tive a sorte de nascer e viver rodeada de pessoas que me amam (alguns até incondicionalmente). Amei e sofri. Aprendi que por uma pessoa nos magoar não significa que não merecemos ser amados por uma outra. Errei muito, magoei as pessoas que quem gosto muito. Fui perdoada e esqueci muitas mágoas. Aprendi com muitos erros, o que não significa que nunca repeti um erro. Ainda sim, vivo para apreender sem errar. Vi o sol a nascer. Tomei o banho de chuva. Ri até chorar, sozinha, com a minha mãe e com as minhas irmãs. Chorei por coisas banais e suprimi algumas lágrimas mesmo quando achei que era impossível aguentar. Vivi sob o céu mais estrelado do mundo (ninguém me convence, mesmo com prova, de que existe um outro mais estrelado) e cantei para a lua. Chorei de tantas saudades na esperança de que vai passar e não passou. Sonhei e sonhei muito alto e mesmo tendo de desistir de alguns sonhos, ainda acredito e batalho por muitos. 
Quando disse vivi a minha vida, quis dizer, vivo os dias que tenho o prazer de viver na sua plenitude e sempre com sede de viver muito mais e já agora “com mais plenitude”.


Paula Ribeiro